Hipnose

Como um zumbi, caminhando sem rumo
Seguindo instintos sem distinção
Distraído, impaciente e indeciso
Às vezes parece a salvação da extinção
Andar em reflexão pelas ruas vazias
Sem cores, sem vidas
Imerso em pensamentos sem fundamentos
Enchimentos
De pensamentos
Sem fundamentos
Alimente essa ocasião
Aumente essa frustração
E a mente, essa, causa destruição
Evidentes, então, as algemas de
Permanecer inerte, sem capacidade de reação
Fecham-se os olhos por um momento
O momento se foi
A efemeridade só não dá as caras nos momentos de sofrimento…
Mas eles, sim
Deram as caras, os ombros, os abraços
Os corações e os sorrisos
Com amigos, a hipnose
Não mais como um zumbi, que anda sem rumo
Mas como alguém livre das próprias algemas.

Poderia voar sem precisar de asas
Desde que acreditasse, ainda que sob hipnose,
Em si.

Por Miguel Araujo

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