Coisas sempre morrem e nascem

Coisas sempre morrem e nascem

 

Antes de começar, queria dizer algumas palavras: quando encontrar alguém, esqueça essa história de não deixá-lo ir, isso não existe. Para nós, meros apaixonados, só resta torcer para que a pessoa não force a própria saída da nossa vida.

Queria voltar para São Paulo. Não especificadamente SÓ estar em São Paulo (mas se pudesse, podia ser, aquela cidade é incrível). Queria voltar pra quando decidi ficar na sua casa e tudo era muito estranho. Ao mesmo tempo em que eu estava na defensiva, também armava um ataque pra fazer com que nós dois deixássemos de ser estranhos e passássemos a ser… Menos estranhos? Pode ser.

Não sei se acredito na força do destino ou no desconhecido (muita gente chama de Deus, legal né?). Ah é, tem também a famosa coincidência. Ter te conhecido foi sorte ou azar? Foi uma brincadeira de Deus ou o destino quis nos ensinar alguma coisa? Acredite no que quiser, eu chamo de ponto de interrogação, pois é isso que você representa pra mim.

De completo estranho a uma das pessoas que eu mais me conectei nessa vida, foi o que você foi pra mim em menos de 3 dias. Quantas pessoas têm o privilégio de viver isso? Vou te fazer uma pergunta: você acha que um raio cai mais de uma vez no mesmo lugar? Eu acho que não, e espero que não caia porque dizem que (dei uma procurada na internet) pode queimar nossos órgãos internos. Engraçado, será que um raio me atingiu em São Paulo e eu não vi?

Eu, “da roça”, não conhecia nada. Você, “da cidade”, me apresentou tudo. Me levou em todos os lugares que eu queria ir e nem sabia que queria. E cada segundo que eu passava do seu lado, eu torcia para que não acabasse, e torcia para que você quisesse isso também. E quis. Conheci sua mãe, conheci o seu pai, conheci a sua irmã… Todos eles me adoraram, e eu adorei todos eles. Começava a imaginar os natais comprando passagem pra São Paulo, e não me diga que meu erro foi criar expectativas, porque foi você quem me chamou pra passar o fim do ano com você. Nós dois.

Sua maturidade era surpreendente. Achei que tinha jogado na loteria e ganhado quando vi o quanto você me ensinou sobre a vida, levando em conta que você era apenas alguns anos mais velho que eu (apesar de se achar o cara mais idoso do universo, coisa que eu te ajudei a arrumar, de nada).

Animes? Já vi. Filmes? Também. Séries? Aham. Música? Conheço. Você saiu de dentro da minha cabeça? Achava impossível uma pessoa ser tão parecida com a outra. Mas por sorte, essa semelhança não se estendeu quando você decidiu (talvez inconscientemente) estragar as coisas. Não vou me delongar nas explicações, eu sei o que aconteceu e faz tempo. Tempo suficiente pra eu achar que esqueci, mas pra acordar numa manhã de sábado ouvindo 5 a seco e ver que o tempo ainda não me ajudou por completo.

Queria que nossa foto ainda estivesse no meu mural.

Deixa pra lá…

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