Três Pontos

Três Pontos

Algumas coisas têm me doído nesses últimos dias, e até mesmo nos últimos meses. Tenho visto algumas fotos antigas e com isso lembro-me de memórias que foram importantes e especiais para mim. Lembro-me de quando o conheci, da camisa azul que ele vestia e da primeira vez que fomos juntos comer pastel na barraca de seu Fernando.

Lembro-me de todas as promessas e de todos os planejamentos que fazíamos para futuras viagens a Gramado ou até mesmo Austrália. Lembro-me de cada música, de cada nota que ele me mostrou e de cada dancinha que ele fez. Ainda penso muito em tudo o que vivemos. E sinto que cada detalhe não sairá de minha memória tão cedo.

Teu jeito desengonçado deixou em mim um rastro que me guia a cada mania e a cada pedaço seu. O cheiro de seu perfume importado que se firmava em meu vestido alaranjado tem feito um efeito do seu afeto em mim. Teus dedos compridos que se encaixavam perfeitamente nos meus, que de certa forma sempre foram tortos. Teus profundos olhos castanhos e teu tom de noite que se contrastava com meu toque de dia me conquistava e me mantia presa ao buraco negro de sua alma. Teu beijo doce adocicava meu jeito tão amargo. E tua calmaria contia meu enorme furacão.

Eu tenho sentido falta do teu jeito certinho de falar e do seu olhar hipnotizante. Todas as noites pego-me escrevendo um novo texto sobre a galáxia e todo o universo que mora dentro do teu abraço.

E minha mãe? Ela não tem me ajudado muito! Todas as manhãs ela ainda pergunta por que não visto mais tuas camisetas, ou por que não acordo mais com a suas mensagens dizendo “Bom dia, moça”.

E sabe? Nem a culpo! Isso tudo ainda me doí e não teria como não doer. Cada pergunta que ela faz me corrói mais, porque na verdade eu nunca sei como responder.

E nada faz sentido em minha cabeça. Nossa história são como todos os textos que escrevo sobre você. Ou sobre nós. Não consigo terminar. Não consigo por o ponto final. Tuas características se enraizaram em minha mente e em meu coração. Essa história, nossa história, esse texto… Aqui acabaria. Mas nunca fui muito boa com o “adeus”. Então essa história eu acabo ela como inacabada.

Essa história nunca foi singular. Por isso aqui e a ti, dedico e recoloco esses três pontos…

Por Estefani Paixão

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